É como um fole, numas partes duro, noutras mole, é terrestre
É como um fole, numas partes duro, noutras mole, é terrestre e marinho, duro no lombo, macio no focinho.
É como um fole, numas partes duro, noutras mole, é terrestre e marinho, duro no lombo, macio no focinho.
Sou uma velha encarquilhada, neste país não fui criada, trouxeram-me por tal engenho, quanto mais me querem mais eu queimo.
A pimenta.
Existo porque não sou
De matéria, solidão:
No meu meio nada há
A luz passa, o som não!
Vazio
Minha casa é alongada,
Preta, de conchas formada,
Como não sei nadar,
Agarro-me às rochas do mar.
Mexilhão
Vou por aqui abaixo, em busca de vocemecê, nas costas levo quem busco e dentro que me fez.
A carta.
Quando o frio aperta
Vão para terras distantes.
Regressam na Primavera
Quando os dias estão mais quentes.
Andorinhas!
O que é, o que é, que tem cintura fina, perna alongada, toca corneta e leva bofetada?
O pernilongo.
Como é que se faz omelete de chocolate?
Sem ser carne nem pescado, sou dentro de água nascido, e, se depois de criado, for a minha mãe tornado, serei logo consumido. E sem tanger nem cantar, a todos dou tanto gosto que sem mim não há gostar, mas escondido hei-de andar em outro trajo descomposto.
O que é, o que é? Passa a vida a encher-se de letras, mas nunca escreve nada?
Um Livro!
Verde no campo, negro na praça e vermelho em casa. O que é?
Que é que cai de pé e corre deitada?
A chuva
Não sou bonito por trás, mas sou bonito pela frente, pois estou sempre a mudar porque imito muita gente.
Por correntes ando preso, e fogo em mim consumo, pela boca deito fogo, pelos olhos deito fumo.
Quando vou parece que venho,
Quando venho parece que vou;
Eu engano, meu rapaz,
Porque ando sempre para trás.
Caranguejo
Com n pouco se ver, com F e de se dizer, com s é muito saudável, com c é muito valente!
Com n pouco se vê
nua
Nua
nua
Nos
Com f e de se fala
Fato
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